segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Espectador de sentimentos

Estou comprimido, estou sem espaço
o que eu sinto não cabe mais em mim,
começo a sentir a pressão, e ela é grande.
Já sei que os sentimentos me influenciam,
já sei que sinto em excesso, já sei que sou extremista.
Eu busco um direcionamento,
a partir de um posicionamento relatado,
estudado e por fim estruturado.
Saídas para uma vida vitoriosa,
pois, viver um derrotado eu não suportaria.
Uma realização, participando de um sonho,
um sonho real, e eu espectador que sou
filmando, sensibilizando, eu foquei.
Foquei no rosto a analisá-lo,
em conhecê-lo  por dentro,
muito mais a fundo e escondido.

Gustavo Freitas

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Escondidinho

Um beijo que não foi só um beijo,
foi além, foi profundo, foi um beijo.
O abraço que foi marcante,
e o escondido do nosso amor
me deixa fascinado, me deixa
ainda mais envolvido e apaixonado,
me faz esquecer do tempo, dos problemas
me faz você, nos faz um e dois ao mesmo tempo.
Feliz quando estamos juntos, rimos aos montes.
Tristes quando separados, não tenho você aqui.
É inimaginável o bem que nos fazemos,
é insuperável os risos que soltamos juntos.

Gustavo Freitas

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma história contada pelo poeta

Eu te conheço pelo seu abraço,
eu reconheço você em seu beijo,
eu te desejo pelo seu aperto de mão.
Não há nada como os nossos
beijos trocados com o arrepio do abraço apertado.
A mensagem oportuna e inesperada,
o suspense do encontro. Nem tudo são flores.
Mas as flores são românticas, e o romance
inspira o poeta e ilumina suas palavras.
O poeta engrandece o fato com suas escritas.
As escritas viajam o mundo, e isso tudo
porque lá atrás eu te conheci,
e o poeta escutou a historia e
descreveu este sonho.
Por isso que se pode dizer que
a temperatura do nosso amor se mede
aos abraços, beijos e apertos de mão.
E que o poeta atento observa e reporta.

Gustavo Freitas

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Jardim

Vermelhas,amarelas e azuis.
Brancas,lilás e rosadas.
Apenas flores que compõem
o imenso jardim da vida.
A imensidão de cores,
suas relativas épocas,
seus romances escondidos
e seu florescer!
Apenas flores, nada alem de flores.

Gustavo Freitas

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O soar do poema angelical

Um dia parei para escutar os anjos,
seus doces poemas em sua musicalidade envolvente
as palavras que deixam aquela marca ardente
formam nuvens pelo ar, e deixam a paisagem harmoniosa.
Um dia parei para escutar os anjos,
suas singelas palavras pra sempre me tocaram
e eu jamais me esquecerei de frases tão belas.
O soar das vozes angelicais me encantaram
o movimento sincronizado era como uma dança
e os poemas me hipnotizaram profundamente
por um instante me imaginei no céu.

Gustavo Freitas

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Filha Nativa

Os cabelos longos e negros
aqueles traços indígenas
e com a pele clarinha
os olhos negros, um fruto da miscigenação.
Linda és verdadeiramente
singela em seus gestos
meiga em suas palavras.
Menina tímida, menina do interior
menina nativa, menina.

Gustavo Freitas

sábado, 21 de agosto de 2010

Pequenas descobertas

Encare sua navegação,
viva suas navegações,
hora em prosa, hora em verso,
as vezes se faz imagem, as vezes apenas som.
Explore o naufrágio,
brinque de naufrago.
São limitações, são objetos de exposição.
Uma metamorfose metafórica,
uma liberdade criativa, expositiva.
Positividade e negatividade.
Cafetão de si mesmo.
Programa para si próprio.
Satisfez-se!

Gustavo Freitas

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O Baile de Máscaras

Era dia de festa na corte.
O casarão estava todo enfeitado.
O cavalheiro entra no recinto,
logo três lindas damas
o olham, e ele atrás de sua máscara negra
apenas sorri, enquanto
as damas, se desnudam o rosto
em um cumprimento flertivo.
Ele caminha salão adentro,
com uma rosa em sua mão
a procura de sua amada.
O Baile é maravilhoso,
o mais elegante já visto,
a nobreza reunida e como sempre
mascarada. Saudosa nobreza!
Enfim a valsa, o cavalheiro negro
se aproxima da dama
e começa-se uma dança sincronizada
olhares atentos, aflitos
os saudosos aplaudem tanta harmonia.
O que não se calava era a especulação,
quem seria o saudoso cavalheiro negro?

Gustavo Freitas

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pra sempre criança

Eu queria voltar ser criança
de ter um gesto nobre e verdadeiro
de não ter as preocupações
de não viver as emoções deste adultismo.

Eu queria voltar ser criança
de rir de uma cena engraçada com convicção
de sentir pena do ator
de não saber que uma hora tudo acaba.

Eu queria voltar ser criança
de fazer tudo errado
de tomar os meus xingos
de acreditar em um pra sempre pra sempre.

Gustavo Freitas

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Flores

Sou como as flores da primavera
que florescem no verão
me esqueço do tempo
e me afundo nas confusões da natureza
atrapalhado, as vezes
voando, vivendo na mente
mundo paralelo,
extensão do meu eu!

Gustavo Freitas