sexta-feira, 8 de abril de 2011

Lampejo

Não sou estrela,
não sou astro,
mas tenho meu brilho!
Meio fosco, um pouco apagado
Um brilho incandescente...
Uma lâmpada perdida no oceano,
sem sentido, mas que ilumina
o seu redor em que só ha escuridão.
Uma ideia em um dia de plena
falta de inspiração. Um lampejo qualquer.

Gustavo Freitas

quarta-feira, 30 de março de 2011

Em cheque

Prefiro receber inúmeras perguntas
do que apenas algumas respostas.
Os questionamentos favorecem,
já as respostas acomodam.
As perguntas nos fazem pensar,
provocam um desenvolvimento.
O fato de estarmos diante de um
questionamento nos trás
a necessidade de uma solução.
A mente foi feita para ser testada.

Gustavo Freitas

sábado, 19 de março de 2011

Por trás da Máscara

O sentimento não muda, mascara-se.
Se fores triste, é triste
Se fores feliz, contenta.
Não se transforma uma tragédia
em harmonia em um segundo,
não se modifica uma insatisfação
apenas com palavras.
Tudo é maior, vem de dentro,
do mais profundo sentimento,
não há razão que explique
tal escuridão, não a homem
que entenda. As horas passam.
O tempo faz seu trabalho.


Gustavo Freitas

sábado, 12 de março de 2011

Liberdade também na leitura

Assim como os hábitos do cotidiano do brasileiro mudaram nestes anos, o ato de ler também entrou em cheque. Ao que se sabem cinqüenta e cinco por cento da população brasileira se diz leitora e que lêem em media um pouco mais de quatro livros por ano, o que indica que vem crescendo, pois anos atrás a media era de quase dois, um bom sinal, tendo em vista que a leitura é uma excelente forma de aprendizado e lazer.
Mas o fato é, será que a leitura é a mesma dos tempos de nossos avôs? Será que o ler, assim como os outros hábitos dos brasileiros mudou? Bom, não se pode dizer por todos, mas sim, mudou um pouco, e há quem diga que para melhor. Uma nova leitura um pouco mais dinâmica. Não mais se devora um livro da primeira a ultima página, se seleciona o enredo e de forma sutil ao passo que a leitura se torna desconfortável ou maçante, utiliza-se o artifício de saltar algumas linhas, alguns parágrafos ou ate páginas. Sim, se perde algum conteúdo, porém o leitor não perde a essência, não se perde na historia.
Aprovado, vai-se e volta-se na historia do livro, leia o meio, o final e o inicio de maneiras diferentes, em tempos diferentes, aproveite a obra que esta em suas mãos. Ler é deliciar-se, é buscar um sonho. O que não se pode é deixar de ler, escolha a literatura de seu gosto, desde poemas as narrativas longas. A leitura selecionada proporciona-lhe um olhar diferente do que lhe foi proposto, uma liberdade oriunda da liberdade dos livros.

Caros amigos e leitores, não só publicarei meus poemas e poesias, o blog agora é uma página Em Construção. Obrigado a todos, e espero que gostem do novo estilo.

Gustavo Freitas

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Lua lua

A lua me ilumina,
e eu aqui da janela
 começo a sonhar...
Ah Lua, oh lua!
Hoje brilha estonteante,
magnífica como nunca
havia visto antes.
Hoje, a lua está mais perto,
tenho a sensação de que
está dentro do quarto, o seu
véu cobre-me com tamanha
doçura e paz, a traqüilidade
agora reina, e a Lua
ora substantivo próprio,
ora substantivo comum.
Substancial a um e a todos.

Gustavo Freitas 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A ociosidade operante

Estou eu aqui neste ócio pensante,
tecnicamente produzindo conhecimento,
seria meio como um ocasionar de pensamento,
um tempo que deixa de ser desperdiçado.
É do ócio criativo que se tira o bem mais precioso,
a produção, a idéia, o diferencial. Pois,
quem não tem o tempo de pensar não cria.
Não se pode ficar sem este precioso tempo,
a ociosidade operante oportuna,
é nele que se desenvolve o seu intelecto.
Com ordem e desordem, é como uma massa,
uma totalidade andante, movente, galopante!
O ar da criação se dá com o tempo, tempo este
gasto no ócio, mas ócio não pode ser encarado
como um repouso ou mandriice.
O ócio tem de ser melhor aproveitado! Viva a ociosidade!

Gustavo Freitas

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Privacidade

Isolar-se é simplesmente
uma hora que se tira pra si,
que independe de qualquer situação
que se pensa exclusivamente em si.
Será que todos têm família?
Será que já não possuímos convivência demais?
Todo mundo tem amigos, todo aluno
tem colegas de classe, assim como
todo trabalhador tem seus companheiros de trabalho,
e o ciclo por si só é cada vez mais vicioso.
Nem toda solidão é triste.
Prefiro isolar-me,
a fim de blindar minha proteção
de manter esta remota tranqüilidade.
Sei que não fomos criados para ficarmos só,
e vejo um excesso de atividades em comum.
Uma vez ou outra é bom dar um tempo,
para sentir a natureza em sua maior harmonia,
ouvir os pássaros cantarem,
Admirar o horizonte sem fim.
Já reparou no sabor da natureza?
No cheiro ou no som dela?
A chuva cai, aprimora esta sensação.
Paz, não há nada melhor que descreva este momento.


Gustavo Freitas

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Dilema da traição

Mulher eu quero ser fiel, mas é da natureza
do homem, o fetiche, o fantasioso.
Se te traio é em busca de compreensão.
Fato é de que existem as outras,
as famosas e sempre belas outras.
Mulher se te traio não é pelo sexo,
não é puramente a transa quem manda.
Este trauma é verdadeiro, e muita
das vezes acontecem por sua causa.
Pra mim não falta nada pra gente,
já pra você falta tudo,
falta carinho, amor e sinceridade.
Mulher eu não te traio
porque daria muito trabalho,
se nunca o fiz devido a dificuldade
em administrar duas, que seria demais.
Mulher mulher. Eu te amo!
Mulher não te traio porque
teria que inventar desculpas
porque não saberia lhe dar
com as famosas manchas de batom.
É incrível como você não confia em mim,
se sou tão fiel com você ate hoje.
Já o cafajeste jamais é questionado
e este sim, sabe muito bem satisfazer
e disfarçar as suas tradicionais puladas de cerca.
Mulher, para você o que falta é intimidade.

Gustavo Freitas
Baseado no livro "Por que os homens e as mulheres traem?" de Mirian Goldenberg.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Sem definição

Você sabe o que é amar?
Lanço mão do poeta para tal descrição.
Amar é se dar sem se preocupar,
é estender a mão, é saber reconhecer,
é não só ter o objeto de desejo,
mas sim um porto seguro.
O amor não tem expressão que explique,
talvez um olhar profundo,
talvez um abraço aconchegante.
Sei que nem os mais românticos
o definem apesar de amar sem fim.
O compreender é o toque mais humano,
tanto por ser explicável o quanto.
Portanto não pretendo entender,
já que é o sentir que o faz presente,
enche o peito e transcende a alma,
o que sabe amar por amar, este sim
é o maior de todos, o mais humano.


Gustavo Freitas

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Renovação

O bom da distancia é semear a saudade,
e de tornar cada encontro único.
O sabor do ultimo beijo se renova,
como uma nova fase, com uma nova expectativa.
Quando me recordo de tudo,
é fácil sentir a sua mão junto a minha,
e impossível esquecer o sabor do seu corpo no meu.


Gustavo Freitas