quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Renovação

O bom da distancia é semear a saudade,
e de tornar cada encontro único.
O sabor do ultimo beijo se renova,
como uma nova fase, com uma nova expectativa.
Quando me recordo de tudo,
é fácil sentir a sua mão junto a minha,
e impossível esquecer o sabor do seu corpo no meu.


Gustavo Freitas 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Filosofia de vaso

Minha filosofia complexa
de anos de imaginação, hoje
me veio em mente. É curioso,
tem cada lugar que a gente
começa a formar idéias, e
com este processo contínuo,
e muito das vezes, prazeroso e alivioso
que começo a pensar. Eu aqui a passar
este fax, de maneira simples
remeto-me a pensamentos.
Será que todos também pensam em obra?
Vem-me a cabeça contas, chego ate
planejar o resto do dia. Relaxando
em meu trono, chego ate arriscar
uma cantoria, ou quem sabe, um cantarolar.
Uma boa leitura para aguçar a mente,
é sempre um bom momento.
E assim, faz-se o que tem de ser feito.
Já pensou em quantos e quantos
momentos filosofais iguais a este
em sua vida você teve? Sim, nem todos
proveitosos claro, porem sempre
se tira algo bom de tudo.
Bom acho que raciocinei muito por agora,
já estou a demorar e esta não é a ideia.
Ah! Momento sublime, a obra já esta
quase no fim, e rendeu feito empreitada,
satisfação garantida na conclusão,
o gozo de um trabalho bem feito.

Gustavo Freitas

domingo, 2 de janeiro de 2011

Desabafo

Escrevo para falar que é meu,
para libertar um eu.
Depois de lido, torna-se nosso,
se gostares tanto pode ate ser vosso,
apodere-te, leia e sinta-te em “casa”.

Escrevo para descrever o vosso,
para descrever um tu.
Depois de lido, torna-se nosso,
se gostares tanto, é autentico,
idêntico, pois representa-te.

Escrevo, um eu escrevo,
um vosso escrevo, um nosso.
Para ser lido, amado ou odiado,
para ser representado.

Leio, o que foi escrito,
o que foi gravado, e estudo,
uma nova visão, um alguém.
Uma escrita escrevinhada.

Gustavo Freitas

sábado, 25 de dezembro de 2010

Aprendendo a aprender

Assim como os poemas
de uma só estrofe, são
os momentos e recordações.

Assim como os versos
compostos de uma simples idéia,
são os sonhos e seus recados.

Assim como é a palavra
que transmite a emoção,são
elas que traduzem os textos.

Uma escrita simples, uma
escolha simples, uma idéia nova,
um ato inovador, um fato.

Assim vamos crescendo
de verso em verso, são
escrito as estrofes.

Um princípio de existência
de estrofes em estrofes,
passa-se a um poema.

Um poema por sua vez
é intitulado, rotulado,
se torna uma obra.

Uma obra como tantas outras
mas, uma obra de uma coleção,
um único autor ou compositor.

E ao se juntar a tantas outras,
essa obra se torna única,
se torna nomeada e autografada.

Por isso, cuidado!
Uma obra tem sua responsabilidade,
tem seu estilo e seus fatos.

A obra de uma vida,
ou se deseja chamar, vida em obra
requer cautelas e responsabilidades.

Um alguém me contou que
a vida não perdoa, e você
nada mais é, que vitima do que faz.


Gustavo Freitas

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O único espectador

O som que vinha do teatro,
encantador, envolvente e sedutor
este era o som que vinha do teatro.
Em sua porta um singelo homem,
o teatro de portas abertas
o convite feito para entrar.
De tão simples ficou sem jeito,
mas resolveu conhecer o que escutava.
O teatro vazio, no palco um pianista só
tocava melodias que tocavam a alma,
o homem se sentou ao fundo e maravilhado
somente conseguia admirar,
e antes que o concerto chegasse ao fim
o simples homem resolveu se retirar
e o pianista de tão concentrado nem o viu,
ao fim do concerto agradeceu o teatro
e também se retirou.

Gustavo Freitas

sábado, 11 de dezembro de 2010

Profeta

Olhai-vos o mar
Comparai-vos com o ato de amar
Como uma figura doce e delicada
Mas às vezes violenta e mal-humorada
Na contradição do descaso
A imensidão do arraso
de maneira que nos envolve
e o que nos foi roubado
jamais se devolve.
O poeta vive de tristezas
e no colapso, vê a beleza
na depressão, busca a inspiração
e com clareza exprime sentimentos,
por fim limpa a sua alma!

Gustavo Freitas

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pedidos Noturnos

Insônia, um mártir que carrego comigo,
presente a cada noite que necessito de descanso.
Pesada, profunda, assombrada!
Mata meus sonhos, brinca com meu corpo.
Já não posso por hora aproveitar este silêncio.
Silêncio de alma, de pele, de pensamentos.
Oh insônia! Por que me escolheu?
Por que repousa comigo?
Deixe-me, pois eu deixo-te.

Gustavo Freitas

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pensando em você

Pensando em você,
quantas vezes já me peguei
sonhando acordado,
imaginando você ao meu lado.

Preciso te sentir junto a mim
tocar o seu corpo,
sentir o seu rosto
beijar-te infinito...

Gustavo Freitas

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Inquietude de amor

Estou ansioso em ter
você em meus braços
 novamente, em sentir seu
perfume, e,  outra vez tocar
seus lábios nos meus.
Quando me recordo de tudo,
 é fácil sentir a sua mão
junto a minha, e impossível
esquecer o sabor do seu corpo no meu.
As horas não passam.
O dia caminha a curtos passos,
o que aumenta a minha inquietude.
Te amo! É uma frase forte,
não pode ser usada de forma banal,
afim de ser gasta ao relento e ao acaso.
Tem que ser sincero,
tem que ser profundo...e que profundo seja,
e que seja você, que seja.

Gustavo Freitas

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Incansável

Eu anseio viver
em afrouxar a gravata
e deixar pra trás o monótono.
Eu desejo viver veemente
a aflição já não me aflige
a ocasião me leva a esta busca
e que ofusca o presente em questão.
Eu desejo viver sem barreiras,
e que não perca mais tempo
e que o tempo não me perca.
Almejo algo maior, talvez
maior até que eu, talvez
não caiba em minhas mãos.
Mas sim, o tempo passa
a vida corre, e eu aqui
ainda anseio, desejo,
aflito que estou, almejo.

Gustavo Freitas