domingo, 15 de maio de 2011

Delírios

Os versos que escrevo
não são feitos de palavras,
não são compostos de justificativas.
Os versos que escrevo
são delírios de uma mente carregada,
são alucinações de um tempo moderno.
As estrofes que se formam,
são vítimas de um poeta sem musa,
são embaraços de um rotina modificada.
Nada mais faz sentido, sem conectividade,
a tempo passa agora sem pressa.
Uma cabeça em eterno devaneio,
uma fantasia idealizada.

Gustavo Freitas

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Arrume o seu guarda-roupa

Certo dia conversando com um grande amigo meu, o José, ele me disse uma coisa que fiquei muito pensativo a respeito. Ele me disse que prefere comprar um guarda-roupa novo a arrumar o dele. Isso mexeu de tal maneira comigo, que não conseguia parar de pensar.
Comecei então a analisar o guarda-roupa em sua organização. Cada peça tem o seu lugar predefinido. No caso, as gavetas são separadas pelo que ocupam, por exemplo, a gaveta de cuecas ou camisas e por assim vai. Cada espaço foi separado para desenvolver aquela função, e, a partir do momento em que se começa a bagunçar, iniciasse então um colapso.
Peça por todas as partes e nada onde realmente foi definido, a organização antes primordial fica de lado enquanto tudo está fora de controle. O conceito foi destruído, aquilo já não tem mais significado algum. Agora ele tem outro guarda-roupa, uma nova organização, porem não ira durar muito tempo, estou sabendo que José possui três, ou seja, uma nova ordem a ser quebrada e “comprada” para se desfazer. Não faz sentido, imagino que ele esta comprando mais um colapso para sua vida.
Não seria mais simples, ao invés de comprar um novo, parar e observar bem o que ele possui. Tirar tudo de dentro se necessário, e pouco a pouco começar a restabelecer a ordem que um dia ali reinou, se reinou! De tempos em tempos é necessário refazer algumas coisas, reestruturá-las.
Estou a imaginar se tudo fosse tão simples como comprar um novo guarda-roupa, ai sim a vida seria muito mais simples. Faço agora um comparativo entre o dono e este guarda-roupa, será que não são parecidos? Pode-se pensar que ele age exatamente igual trata seu guarda-roupa. Seria muito triste, uma pessoa tão inteligente como ele com uma ação tão destrutiva. Por isso afirmo, arrume seu guarda-roupa e não vire escravo da sua desorganização.

Gustavo Freitas

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Repouso

Na escuridão da noite,
eis que uma flor murcha.
Sobre a borda do vaso
a linda flor agora repousa.
Percebe-se ainda uma beleza,
ainda existe vida. O vaso ainda brilha.
Conexos e desconexos,
reações paralelas no mesmo espaço.
Ao passo de uma mudança de vida,
os princípios e os fins, ambos afins.

Gustavo Freitas

domingo, 17 de abril de 2011

Inteligência Emocional


A designação mais antiga sobre o que poderia se caracterizar por inteligência emocional vem de Charles Darwin, ele em sua obra fez referencia sobre como a importância da expressão emocional para a sobrevivência e adaptação. Em 1920, pela primeira vez o termo inteligência emocional foi utilizado pelo psicometrista Robert L. Thorndike, para descrever a capacidade de motivar e compreender o próximo. Já em 1940, David Wachsler descreveu os fatores não-intelectuais que afetam o comportamento humano, defendeu ainda que até estes fatores não pudessem ser bem descritos os modelos de inteligência não estariam completos.
Posteriormente, em 1983, Howard Gardner aprimora o conceito de inteligência emocional com a sua teoria das inteligências múltiplas, com a ideia tanto de inteligência intrapessoal e interpessoal. Para Gardner os indicadores de QI por si só não explicam completamente a capacidade cognitiva. Na década de noventa o termo inteligência emocional tornou-se tema de inúmeros livros, programas de televisão, em escolas e em empresas. Daniel Goleman, redator de ciência do The New York Times e autor do livro “Inteligência Emocional” foi quem despertou o interesse da mídia em 1995, a partir de então artigos sobre o tema começaram a aparecer com mais freqüência.
Os conceitos de Salovey e Mayer definem inteligência emocional em quatro termos. São eles:

·         Percepção das emoções
·         Uso das emoções
·         Entender emoções
·         Controle da emoção

A percepção das emoções baseia-se na capacidade de identificar os sentimentos por estímulos, caracteriza-se por perceber a mudança emocional de outra pessoa, seja uma alteração de voz ou uma expressão facial.
Uso das emoções por sua vez é a capacidade de utilizar informações emocionais na facilitação do pensamento e raciocínio.
Entender emoções é captar variações emotivas nem sempre evidentes.
Controle de emoção como o próprio nome sugere é a capacidade de lidar com os próprios sentimentos, é o aspecto mais facilmente identificado em inteligência emocional.
Para Goleman a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso das pessoas. Ele cita que as maiorias das situações de trabalho envolvem relacionamentos entre pessoas e, deste modo, pessoas com uma facilidade de relacionamento humano tem mais chances de obter sucesso. O conceito de Goleman é dividido em cinco termos:

·         Autoconhecimento emocional
·         Controle emocional
·         Automotivação
·         Reconhecimento de emoções em outras pessoas
·         Habilidade de relacionamento

Autoconhecimento emocional é saber reconhecer as próprias emoções e sentimento no ato do acontecimento.
Controle emocional é saber lidar com os próprios sentimentos, adequando a cada situação vivida.
Reconhecimento das emoções em outras pessoas é ter empatia de sentimentos e saber identificar as emoções do outro.
Habilidade de relacionamentos é ter interação com outras pessoas com a finalidade social.

Inteligência emocional está diretamente relacionada ao comportamento, em saber se motivar e motivar o próximo, manter o controle da situação em momentos de excitação emocional, ter um bom relacionamento com o próximo e ter liderança perceptiva com o outro, sabendo identificar os aspectos emocionais da pessoa com que se trabalha e direcionar o seu psicológico mantendo o foco.
Um exemplo clássico é o de um chefe que é extremamente nervoso e rígido com seus funcionários, tão intenso ao ponto deles terem medo dele. Cria-se então na empresa uma desconfiança permanente por parte do chefe e uma insegurança por parte dos funcionários. Uma empresa como essa é mais suscetível a não se prosperar. Ao passo que uma empresa com um líder que possui inteligência emocional tem mais chances de prosperar devido ao fato dele saber lidar com os sentimentos de seus subordinados, o convívio dentro da empresa é geralmente mais harmonioso e assim os funcionários trabalham mais tranqüilos e com menos insegurança.
O uso da inteligência emocional se estende a qualquer situação de nossas vidas, seja em seu relacionamento amoroso, ou, seu relacionamento com seus familiares e amigos. Saber a hora certa para discutir assuntos no âmbito emocional é fundamental, por exemplo, em caso de estresse pensar sobre o assunto, acalmar-se e enfim depois de pensar um pouco sobre a situação e com os ânimos mais acalmados, este é o momento para se propor mudanças ou fazer exigências.
Para Goleman a maneira ideal para se aprender inteligência emocional é educando as crianças, pois, quando já estamos adultos precisamos reaprender todos os hábitos emocionais que adquirimos quando crianças. Pode-se então direcionar o aprendizado durante a infância através do exemplo, tendo em vista que elas simplesmente copiam atos dos adultos. Os pais que são os preparadores emocionais e devem ensinar os filhos como lidar com os altos e baixos da vida, principalmente eles podem aproveitar os estágios emocionais para ensiná-las como se comportar diante das situações.
O equilíbrio é primordial, não se tem sucesso puramente com inteligência emocional e nem somente com Q.I., para isso é necessário trabalhar ambos, é ter um bom rendimento associado com saber não levar seus problemas para a empresa ou para seus relacionamentos. Podemos resumir em ter um bom senso para as diversas situações que estaremos sujeitos a passar diante de todos os estágios de nossas vidas.

Gustavo Freitas

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Lampejo

Não sou estrela,
não sou astro,
mas tenho meu brilho!
Meio fosco, um pouco apagado
Um brilho incandescente...
Uma lâmpada perdida no oceano,
sem sentido, mas que ilumina
o seu redor em que só ha escuridão.
Uma ideia em um dia de plena
falta de inspiração. Um lampejo qualquer.

Gustavo Freitas

quarta-feira, 30 de março de 2011

Em cheque

Prefiro receber inúmeras perguntas
do que apenas algumas respostas.
Os questionamentos favorecem,
já as respostas acomodam.
As perguntas nos fazem pensar,
provocam um desenvolvimento.
O fato de estarmos diante de um
questionamento nos trás
a necessidade de uma solução.
A mente foi feita para ser testada.

Gustavo Freitas

sábado, 19 de março de 2011

Por trás da Máscara

O sentimento não muda, mascara-se.
Se fores triste, é triste
Se fores feliz, contenta.
Não se transforma uma tragédia
em harmonia em um segundo,
não se modifica uma insatisfação
apenas com palavras.
Tudo é maior, vem de dentro,
do mais profundo sentimento,
não há razão que explique
tal escuridão, não a homem
que entenda. As horas passam.
O tempo faz seu trabalho.


Gustavo Freitas

sábado, 12 de março de 2011

Liberdade também na leitura

Assim como os hábitos do cotidiano do brasileiro mudaram nestes anos, o ato de ler também entrou em cheque. Ao que se sabem cinqüenta e cinco por cento da população brasileira se diz leitora e que lêem em media um pouco mais de quatro livros por ano, o que indica que vem crescendo, pois anos atrás a media era de quase dois, um bom sinal, tendo em vista que a leitura é uma excelente forma de aprendizado e lazer.
Mas o fato é, será que a leitura é a mesma dos tempos de nossos avôs? Será que o ler, assim como os outros hábitos dos brasileiros mudou? Bom, não se pode dizer por todos, mas sim, mudou um pouco, e há quem diga que para melhor. Uma nova leitura um pouco mais dinâmica. Não mais se devora um livro da primeira a ultima página, se seleciona o enredo e de forma sutil ao passo que a leitura se torna desconfortável ou maçante, utiliza-se o artifício de saltar algumas linhas, alguns parágrafos ou ate páginas. Sim, se perde algum conteúdo, porém o leitor não perde a essência, não se perde na historia.
Aprovado, vai-se e volta-se na historia do livro, leia o meio, o final e o inicio de maneiras diferentes, em tempos diferentes, aproveite a obra que esta em suas mãos. Ler é deliciar-se, é buscar um sonho. O que não se pode é deixar de ler, escolha a literatura de seu gosto, desde poemas as narrativas longas. A leitura selecionada proporciona-lhe um olhar diferente do que lhe foi proposto, uma liberdade oriunda da liberdade dos livros.

Caros amigos e leitores, não só publicarei meus poemas e poesias, o blog agora é uma página Em Construção. Obrigado a todos, e espero que gostem do novo estilo.

Gustavo Freitas

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Lua lua

A lua me ilumina,
e eu aqui da janela
 começo a sonhar...
Ah Lua, oh lua!
Hoje brilha estonteante,
magnífica como nunca
havia visto antes.
Hoje, a lua está mais perto,
tenho a sensação de que
está dentro do quarto, o seu
véu cobre-me com tamanha
doçura e paz, a traqüilidade
agora reina, e a Lua
ora substantivo próprio,
ora substantivo comum.
Substancial a um e a todos.

Gustavo Freitas 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A ociosidade operante

Estou eu aqui neste ócio pensante,
tecnicamente produzindo conhecimento,
seria meio como um ocasionar de pensamento,
um tempo que deixa de ser desperdiçado.
É do ócio criativo que se tira o bem mais precioso,
a produção, a idéia, o diferencial. Pois,
quem não tem o tempo de pensar não cria.
Não se pode ficar sem este precioso tempo,
a ociosidade operante oportuna,
é nele que se desenvolve o seu intelecto.
Com ordem e desordem, é como uma massa,
uma totalidade andante, movente, galopante!
O ar da criação se dá com o tempo, tempo este
gasto no ócio, mas ócio não pode ser encarado
como um repouso ou mandriice.
O ócio tem de ser melhor aproveitado! Viva a ociosidade!

Gustavo Freitas